sábado, 26 de setembro de 2009

Sob o domínio do stress


Todos os dias vejo cenas de intolerância, agressões, desconfiança e mal entendidos.
Via isto de fora, movida pelo vício de observar o comportamento humano nas diversas situações do cotidiano.
Até que aconteceu comigo.
Ontem, em uma loja de BH, olhando as novidades da moda primavera, gostei de uns óculos. Peguei-os e continuei andando pelos outros setores da loja. Óculos na mão, bem à vista, como a gente faz normalmente em lojas de departamento.
De repente surge uma atendente e pergunta se vou ficar com os óculos. Um pouco surpresa pela abordagem disse que sim, mas estava olhando outras coisas antes de ir ao caixa.
E aí a situação ficou chata. Ela me pediu que deixasse os óculos com ela, até que me decidisse, quando então me daria uma notinha de compra, qualquer  coisa assim. Tudo isto dito de forma educada. Ok, estranhei mas entreguei sem problemas. Até que, ao me afastar ouvi uma colega dizer a ela: "Isto mesmo, tem que ficar de olho".
Me subiu uma raiva quase incontrolável. Tenho cara de bandida?
Mas, graças a Deus me veio a mente uma frase que li em algum lugar: "Não deixe que o comportamento do outro te desequilibre a ponto de faze-lo esquecer quem você é." Mas deixar assim...
Andei pela loja procurando me acalmar e pensando no que fazer.
As funcionárias provavelmente vivem pressionadas; se a loja tiver prejuizo, provavelmente será descontado do salário da pessoa responsável pelo setor.
Por outro lado, reclamações de clientes podem levar a demissão. Além do que denúncia de discriminação, difamação, etc, levam a processos, despesas e isto não é bom para o empregado envolvido.
Resumindo, me acalmei e pensei, não quero prejudicar ninguém, mas não posso deixar de registrar meu descontentamento. Resolvi então falar com as funcionárias envolvidas. Disse como me sentia e  que em outro momento eu mesma ou outra pessoa poderia trazer grandes transtornos a elas, junto aos seus superiores. Se desculparam. "Não tive a intenção, foi um mal entendido, etc. Ao sair, sem os óculos, ainda pude ver a cara de deboche da que disse aquela frase ofensiva.
Que pena, perdeu a chance de aprender com o próprio erro.
Voltei para casa triste, pensando que a vida moderna anda desgastando as relações humanas.
É um preço muito alto pelo "conforto" que julgamos ter conquistado.

Marisa Assis

Um comentário:

  1. Nossa, que coisa chata isso, né? Mas pelo menos vc demonstrou o que tava sentindo!
    Acho falta de respeito!
    É melhor mesmo não dar muita importância.
    Um beijo

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