quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Mulher da Página 194








                                                              Texto: Martha Medeiros

Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.
Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem.
No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.
A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.
Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.
Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.



Que reação a foto causou em você? Repúdio ou alívio?



terça-feira, 24 de novembro de 2009

NASCE UM NOVO DIA



"É de manhã...vem o sol mais os pingos da chuva que ontem caiu. Ainda estão a brilhar..."

Vale a pena acordar cedo para ver este espetáculo.
O que pode dar errado em um dia que começa com tanta beleza?
Fiquei longo tempo admirando o sol chegando de mansinho, e a energia deste momento me acompanhou até o anoitecer.
Amanhã tem de novo! Não é o máximo?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

UM EXEMPLO DE PROFESSOR

Por indicação de um amigo, assisti a um filme espetacular. Não é nenhum grande sucesso de hollywood e talvez eu nunca viesse a ve-lo se não fosse a recomendação recebida.
O nome desta maravilhosa produção é Ligações da Vida. 
Não é um lançamento e nem sei se existe nas locadoras, pois o que vi, foi gravado em um dos canais do Telecine.
Fiquei bastante tempo pensando sobre esta historia, que não é  simplesmente mais uma  falando sobre professores legais, trabalhando com crianças pobres. 
Ela ultrapassa os clichês e apresenta tanta riqueza e conteúdo, que se houvesse um manual para ensinar a ser um professor inesquecível, encontraria ali sua versão cinematográfica. 
Tudo o que eu sei, experimentei e já vi dar certo está lá. E não é tão difícil. Conheço colegas que são tão comprometidos como o professor do filme. Mas não são maioria, infelizmente. Não tem nada de utopia ou exagero cinematográfico. É bem real e possível.
O primeiro ponto que me chamou atenção é a evidência de que não é preciso grande parafernália tecnológica (ela é desejável, mas não indispensável) para que aconteça a aprendizagem. O professor é o melhor recurso pedagógico que existe, pena que muitos não se lembram disso.

Quais foram as técnicas usadas pelo professor? Na verdade ele usou com muita sensibilidade as coisas que tinha "aprendido" na educação militar e radical dada pelo pai.
Só que usou a experiência para saber o que não fazer. Com isto se tornou uma pessoa capaz de perceber a individualidade de cada aluno, com o olhar e a empatia treinadinhos para perceber até o aluno com uma deficiência, que nem os próprios colegas sabiam.
Ao mesmo tempo que ajudou o aluno surdo na aprendizagem, cortou pela raiz o preconceito e o bullying que existia contra ele, solicitando a colaboração de todos para ajudar o colega, estimulando a solidariedade (temas transversais, valores, presentes nos PCNs).

A partir dai, ele deu outro passo fundamental, procurou aproximar as famílias da escola, conquistando a confiança e o respeito de todos. Já está provado que a participação da família na vida escolar das crianças melhora o rendimento

Na aprendizagem formal ele fez o que a muitos anos já se ensina nos cursos de formação de professores: partir do interesse dos alunos, do contexto onde vivem para despertar a atenção e integrar os conteúdos escolares à realidade das crianças, senão não faz sentido para eles.
E ele integrou conteúdos de uma forma maravilhosa, usando uma coisa que muita gente pensa que é moderno: a interdisciplinaridade. É esta aprendizagem que fica. O resto vai para memória de trabalho e é detonada logo que não fizer mais falta.
 São tantas coisas que o filme mostra que é até difícil lembrar. O professor resgatou a autoestima, mostrou o mundo e as possibilidades de crescimento que eles tinham. Mostrou direitos, trabalhou a cidadania e valorizou a criatividade.
Confiou e recebeu de volta a confiança total de toda comunidade, mexendo até com os conceitos da diretora durona (mas isto é outra história que daria assunto para um seminário).

Eu acho,  que este professor poderia ser considerado um legítimo seguidor de  Rogers, com sua teoria da educação centrada no aluno.
Como última lembrança, mas não menos importante, quando o professor teve que ir embora, fica claro outra  grande qualidade de um bom educador: ele pode ir, pois seus ensinamentos transformaram a visão de mundo daquela turma e agora eles tem condições de seguirem sozinhos.
Tá, desculpem, contei o final...Mas, não se preocupem isto não é nenhum motivo para deixar de ver o filme. Vale a pena e o fim é só o sinal para se começar uma bela reflexão.


Marisa Assis




domingo, 8 de novembro de 2009

SAÚDE 2



Geeeente!Fico encantada com as maravilhas que colhemos em nosso quintal !!!!!!!!!